4 FORMAS DE CONTROLAR A POTÊNCIA! 🚀

Jan 21 / Engenheiro Cristian Silva

Controle de potência em carros turbo usando FuelTech 

Você já deve ter escutado a frase clássica "Potência não é nada sem controle", então controlar a potência é controlar a tração, nessa matéria vamos abordar os quatro tipos de controle de potência mais usados na eletrônica FuelTech e para isso escolhemos falar de carros de arrancada da categoria DT-B, ou seja, motores 4 cilindros turbo com mais de 1000hp que usam pneus radiais de 215mm de largura máxima.

Tomando como base os carros mais rápidos dessa categoria, temos um 0 a 100km/h em torno de 3seg baixo e de 0 a 280km/h em cerca de 9s em 402mts, o que é bem rápido mesmo para padrões de superesportivos, mas ai vem a pergunta, no que é baseado o controle de potência nessa desses carros?


Segundo Cristian Silva Eng. da empresa FuelTech são utilizados quatros recursos na maioria dos casos:


1. Controle de Pressão de turbo
2. Corte de ignição
3. Retardo do ponto de ignição
4. Enriquecimento da mistura 

1. Controle de pressão de turbo:

Pressão é diretamente proporcional à potência, ou seja, controlar a pressão é controlar a potência enviada para o pneu. O controle da pressão é feito por um recurso da ECU chamado BoostController que controla na verdade a pressão na cabeça da válvula Watergate e dessa forma controla a pressão de turbo. 

2. Corte de ignição: 

O corte de ignição é uma das maneiras de controlar a potência gerada pelo motor, diminuindo os pulsos de energia que são enviados para o virabrequim e respectivamente para as rodas.

Mas como funciona isso? Simples, se o motor ultrapassar um limite de RPM no tempo programado pelo profissional que está executando o acerto “Tuner” irá progressivamente cortar os eventos de ignição de acordo com a necessidade de controle da potência. Um exemplo, se a a ECU está aplicando 60% de corte isso significa que de 100 eventos de combustão somente 60 irão gerar energia naquele momento diminuindo a potência gerada pelo motor e transmitida para as rodas.

O problema desse tipo de controle é que a interrupção do pulso de energia são os retornos abruptos, que podem gerar uma variação da velocidade na roda iniciando uma certa vibração podendo interferir na tração, o desejável é que o corte não seja percebido durante o uso desse tipo de controle, isso mostra que está suave. 

3. Controle de potência pelo retardo do ponto de ignição:

Existe uma relação direta do ponto de ignição com a potência gerada pelo motor, podemos usar um exemplo para facilitar seu entendimento, se esse carro tivesse no dinamômetro e eu medisse 500HP com 1,5bar, se ponto de ignição for atrasado de 7° a 8° graus o resultado da potência pode baixar de 70 a 80HP, instantaneamente.

Vamos usar um exemplo de uma largada em 1° marcha com uma pressão de turbo fixa, como funciona esse recurso?

O motor está conectado a câmbio onde as engrenagens tem uma relação de 3:1 e o diferencial entorno de 4:1 isso irá gerar um torque na roda 12x maior e um RPM 12x menor que o do motor, ao controlar a combustão com atraso de ponto estamos controlando a tração, mas para isso precisamos de muita velocidade do gerenciamento eletrônico para atuar de maneira eficaz. E é aí que entra o controle de tração ativo da linha Power FT (Saiba mais aqui).

4. Enriquecimento da mistura:

Mistura rica, pode ter o efeito semelhante ao atraso do ponto, porque altera a velocidade da combustão, mas como o ponto atrasado durante muito tempo pode gerar um aquecimento exagerado no escape a mistura rica em conjunto com ponto atrasado pode gerar o mesmo resultado porem sem o ônus do excesso de temperatura da câmara de combustão.